quinta-feira, abril 23


UMA DICA IMPORTANTE

PARA CORREÇÃO ORTOGRÁFICA ONLINE,

UTILIZANDO A NOVA REFORMA ORTOGRÁFICA

DA LINGUA PORTUGUESA...

VISITEM....



NÍVEIS DA ESCRITA



Hipótese Pré- Silábica



A criança: - não estabelece vínculo entre a fala e a escrita; - supõe que a escrita é outra forma de desenhar ou de representar coisas e usa desenhos, garatujas e rabiscos para escrever; - demonstra intenção de escrever através de traçado linear com formas diferentes; - supõe que a escrita representa o nome dos objetos e não os objetos;coisas grandes devem ter nomes grandes, coisa pequenas devem ter nomes pequenos; - usa letras do próprio nome ou letras e números na mesma palavra; - pode conhecer ou não os sons de algumas letras ou de todas elas; - faz registros diferentes entre palavras modificando a quantidade e a posição e fazendo variações nos caracteres; - caracteriza uma palavra com uma letra inicial; - tem leitura global, individual e instável do que escreve: só ela sabe o que quis escrever; - supõe que para algo poder ser lido precisa ter no mínimo de duas a quatro grafias, geralmente três ( hipóteses da quantidade mínima de caracteres);supõe que para algo poder ser lido precisa ter grafias variadas (hipótese da variedade de caracteres)

Intermediário I



A criança: - Começa a ter consciência de que existe alguma relação entre a pronúncia e a escrita; - Começa a desvincular a escrita das imagens e números das letras; - Só demonstra estabilidade ao escrever seu nome ou palavras que teve oportunidade e interesse de gravar. Esta estabilidade independe da estruturação do sistema de escrita; - Conserva as hipóteses da quantidade mínima e da variedade de caracteres.



Hipótese Silábica



A criança: - Já supõe que a escrita representa a fala; - Tenta fonetizar a escrita e dar valor sonoro às letras; - Pode ter adquirido, ou não, a compreensão do valor sonoro convencional das letras; - Já supõe que a menor unidade da língua seja a sílaba; - Supõe que deve escrever tantos sinais quantas forem as vezes que mexe a boca, ou seja, para cada sílaba oral corresponde uma letra ou um sinal; - Em frases, pode escrever uma letra para cada palavra. Desafio: - Como compatibilizar, na escrita ou na leitura das palavras monossílabas e dissílabas, a idéia de quantidade mínima e de variedade de caracteres, se ela supõe que as palavras podem ser escritas com uma ou com duas letras? - Ao ler as palavras que escreveu, o que fazer com as letras que sobraram no meio das palavras (almofada) ou no final (sobrantes)?
- Se coisas diferentes devem ser escritas de maneira diferente, como organizar as letras na palavra?



Hipótese Silábico- Alfabética



A criança: - Inicia a superação da hipótese silábica; - Compreende que a escrita representa o som da fala; - Combina só vogais ou só consoantes, fazendo grafias equivalentes para palavras diferentes. Por exemplo, AO para gato ou ML para mola e mula; - Pode combinar vogais e consoantes numa mesma palavra, numa tentativa de combinar sons, sem tornar, ainda, sua escrita socializável. Por exemplo, CAL para cavalo; - Passa a fazer uma leitura termo a termo (não global). Desafio: - Como conciliar a hipótese silábica com a hipótese da quantidade mínima de caracteres? - Como adequar as formas gráficas que o meio lhe propõe à leitura dessas formas? - Como separar palavras ao escrever, quando elas não são separadas na fala? - Como tornar a escrita socializável, possível de ser lida por outras pessoas?



Hipótese Alfabética



A criança: - Compreende que a escrita tem uma função social: a comunicação; - Compreende o modo de construção do código da escrita; - Compreende que cada um dos caracteres da escrita corresponde a valores menores que a sílaba; - Conhece o valor sonoro de todas as letras ou de quase todas; - Pode ainda não separar todas as palavras nas frases; - Omite letras quando mistura as hipóteses alfabética e silábica; - Não tem problemas de escrita no que se refere a conceito; - Não é ortográfica nem léxica. Desafio: - Como entender que falamos de um jeito e escrevemos de outro? - Como aprender as convenções da língua? - Como distinguir letras, sílabas e frases?

quarta-feira, abril 22







Bom dia.......................




Olha que coisa mais fofa que eu ganhei da Déa......

Agardeço de coração....

Adorooooo seu blog...suas notícias...que Deus continue te iluminando.....uma abraço...

Visitem ese espaço ele é muiiito ionteressante....

http://deacortelazzi.blogspot.com/

segunda-feira, abril 20


Coleta Seletiva

NATURAL LIMP PIONEIRA EM PROJETOS DE IMPLANTAÇÃO DE COLETA SELETIVA

• Você está interessado em implantar a Coleta Seletiva e não sabe por onde começar?

• Como levar a coleta seletiva para seu prédio de apartamentos?

• Para onde encaminhar o lixo reciclável?

• Sua empresa precisa adequar-se às normas de qualidade

ISO 14001?Para obter a resposta para estas e outras perguntas, consulte nosso GUIA FÁCIL DA COLETA SELETIVA, com as PERGUNTAS E RESPOSTAS mais freqüentes!

GUIA FÁCIL DA COLETA SELETIVA

1) Porque hoje se fala tanto em Coleta Seletiva?

Não é novo o fato de que as cidades produzem, diariamente, milhares de toneladas de lixo e que esse é um problema que vem se tornando cada vez maior. No entanto, estamos chegando a um ponto em que já não é mais possível prosseguir sem que medidas mais eficazes sejam tomadas. Os aterros já não conseguem absorver tanto lixo, e a degradação do meio ambiente está tomando proporções perigosas para nossa sobrevivência no planeta.Nossos rios e represas estão cada vez mais contaminados, ratos e insetos proliferam, as ruas estão sujas favorecendo todo o tipo de doenças.Em função disso, o poder público e a própria sociedade vem buscando soluções que preservem o meio ambiente e a nossa própria vida.

2) Porque a Coleta Seletiva vem sendo considerada uma solução no problema do Lixo?

Pois através da Coleta Seletiva podemos separar os materiais recicláveis dos não recicláveis. Isso quer dizer que uma parte do lixo pode ser reaproveitada, deixando de se tornar uma fonte de degradação para o meio ambiente e tornando-se uma solução econômica e social, passando a gerar empregos e lucro.

3) Quais são as vantagens da Reciclagem do Lixo?

As vantagens são muitas. Confira!• A diminuição do consumo de matérias primas virgens (muitas delas não são renováveis e podem apresentar ainda exploração dispendiosa).• Contribui para diminuir a poluição do solo, água e ar.• Melhora a limpeza da cidade e a qualidade de vida da população.• Prolonga a vida útil de aterros sanitários.• Melhora a produção de compostos orgânicos• Gera empregos para a população não qualificada e receita para os pequeno e micro empresários.• Gera receita com a comercialização dos recicláveis• Estimula a concorrência, uma vez que os produtos gerados a partir dos reciclados são comercializados em paralelo àqueles gerados a partir de matérias-primas virgens.• Contribui para a valorização da limpeza pública e para formar uma consciência ecológica.

4) Quais são os materiais que podem ser reciclados?

Em geral, é possível reciclar papéis, vidros, plásticos e metais.

5) Quais são os materiais que não podem ser reciclados?

Não se recicla:O Lixo Orgânico, ou seja, restos de comida, cascas de legumes, frutas, cascas de ovos, etc...Os chamados Rejeitos, que seriam lenços, papel higiênico, absorventes e guardanapos de papel sujos, fotografias, bem como espuma, acrílico, espelhos cerâmicas, porcelanas, tijolos, etc...Resíduos específicos, ou seja, pilhas e baterias.Resíduos hospitalares, algodão, seringas, agulhas, gazes, ataduras, etc...Lixo químico ou tóxico, como por exemplo embalagens de agrotóxicos, latas de verniz, solventes, inseticidas, etc


6) Eu moro em um prédio e o lixo não é reciclado. Como posso colaborar para a implantação da Coleta Seletiva no prédio?

O primeiro passo é gerar CONSCIENTIZAÇÃO. Você pode, junto ao Síndico de seu prédio, elaborar um plano para conscientizar os moradores das vantagens da Coleta Seletiva. Isso pode ser feito através de palestras, cartazes informativos, manuais de Coleta Seletiva.O importante é mostrar que a Coleta Seletiva, atualmente, é algo fácil, além de vantajoso. Basta o desejo e a boa vontade de todos.

7) Eu moro em um prédio de apartamentos e os moradores estão dispostos a reciclar o lixo. Qual é o próximo passo?

O próximo passo será elaborar um PROJETO DE RECICLAGEM, onde será considerada a logística do prédio e a forma como o lixo será coletado. Feito isso, você já estará apto a adquirir os coletores específicos para o seu caso, e fazer com que sejam devidamente sinalizados.Nós, da NATURAL LIMP, especializados em implantação de projetos de Coleta Seletiva, nos disponibilizamos a estudar caso a caso, utilizando toda a nossa experiência para oferecer sempre a melhor solução. A NATURAL LIMP trabalha com a mais extensa linha de coletores e sacos plásticos coloridos, atendendo residências, apartamentos, escolas, empresas, indústrias e hospitais.

8) E depois de feita a Coleta Seletiva? O que eu faço com o Lixo Reciclável?

Existem várias maneiras de se dar destino ao Lixo Reciclável:Caminhões de Serviço de Limpeza: A prefeitura já disponibiliza caminhões que recolhem o lixo reciclável em dias específicos. Consulte, junto ao serviço de limpeza pública, os dias em que esses caminhões passam no seu bairro.Entrega Voluntária: Existem vários postos de entrega voluntária na cidade, que arrecadam o lixo reciclado. Esses postos ficam em supermercados, escolas, parques, praças, etc. Nesses postos você poderá entregar o lixo, depositando-o no seu respectivo coletor.Empresas especializadas em recolhimento de recicláveis: São empresas que coletam o lixo e o encaminham para as usinas de reciclagem. Isso é feito através de uma solicitação sua, e da realização de um contrato. Em geral isso é feito quando a quantidade de lixo á maior. Se esse for seu caso, entre em contato conosco, daNATURAL LIMP, e teremos muito prazer em estudar seu caso e indicar parceiros que poderão ajudá-lo.

9) Eu moro em um prédio de apartamentos onde não ocorre a reciclagem do lixo. Eu gostaria de reciclar meu lixo, mas tenho pouco espaço. O que posso fazer?

Existem atualmente soluções práticas e pouco espaçosas para a coleta seletiva em pequenos espaços. A NATURAL LIMP trabalha com a mais extensa linha de coletores para residências, apartamentos, escolas, empresas e indústrias e teremos muito cuidado em estudar seu caso e lhe oferecer a melhor solução.

10) Eu já comecei e reciclar o lixo, mas fico confuso com relação a alguns itens. Existe uma tabela que diga em detalhes o que pode ou não ser reciclado?

Você pode consultar as TABELAS DE RECICLAGEM, que trazem de forma detalhada os materiais recicláveis e não recicláveis dentro das categorias Plástico, Metal, Papel e Vidro.

11) Eu posso escolher os coletores nas cores que eu quiser ou existe uma padronização das cores?

Se você for separar apenas o Lixo Reciclado do Não Reciclado, terá mais flexibilidade na escolha dos coletores.Mas se você for separar detalhadamente os materiais recicláveis, nas categorias plástico, metal, papel e vidro, existe uma padronização, como se segue:


AZUL papel/papelão


VERMELH O plástico


VERDE vidro


AMAREL O metal


PRETO madeira


LARANJA resíduos perigosos


BRANCO resíduos ambulatoriais e de serviços de saúde


ROXOresíduos radioativos


MARROM resíduos orgânicos


CINZA resíduo geral não reciclável ou misturado, ou contaminado não passível de separação

12) O que é a ISO 14001 e como a reciclagem de lixo pode auxiliar minha empresa a obter o certificado?

A ISO 14001 é uma série de normas internacionais sobre gestão ambiental. Esse conjunto de normas fornece uma estrutura para as organizações gerenciarem os impactos ambientais oriundos das suas atividades produtos e serviços, não importa qual seja seu porte ou ramo de atividade.O certificado ISO 14001 é um dos mais importantes e de maior reconhecimento em todo o mundo na área do meio ambiente e para a sua obtenção é necessária, entre outras ações, a implantação da Reciclagem do Lixo, por ser esta uma ação fundamental na redução do impacto ambiental causado por sua empresa.


TABELAS DE RECICLAGEM

PLÁSTICO


Reciclável:

• Copos

• Garrafas

• Sacos/ Sacolas

• Frascos de produtos

• Tampas

• Potes

• Canos e Tubos de PVC

• Embalagens Pet (Refrigerantes, Suco, Óleo, Vinagre, etc. )


Não Reciclável:•

Cabos de Panelas

• Adesivos

• Espuma

• Acrílico

• Embalagens Metalizadas (Biscoitos e Salgadinhos)


METAL


Reciclável:

• Tampinhas de Garrafas

• Latas• Enlatados

• Panelas sem cabo

• Ferragens

• Arames

• Chapas

• Canos

• Pregos

• Cobre


Não Reciclável:

• Clipes

• Grampos

• Esponja de Aço

• Aerossóis

• Latas de Tinta

• Latas de Verniz, Solventes Químicos, Inseticídas


PAPEL


Reciclável:

• Jornais e Revistas

• Listas Telefônicas

• Papel Sulfite/Rascunho• Papel de Fax

• Folhas de Caderno

• Formulários de Computador

• Caixas em Geral (ondulado)

• Aparas de Papel

• Fotocópias• Envelopes

• Rascunhos

• Cartazes Velhos


Não Reciclável:

• Etiquetas Adesivas

• Papel Carbono

• Papel Celofane

• Fita Crepe

• Papéis Sanitários

• Papéis Metalizados

• Papéis Parafinados

• Papéis Plastificados

• Guardanapos

• Bitucas de Cigarros

• Fotografias


VIDRO


Reciclável:

• Garrafas

• Potes de Conservas

• Embalagens

• Frascos de Remédios

• Copos

• Cacos dos Produtos Citados

• Pára-brisas


Não Reciclável:

• Espelhos

• Boxes Temperados

• Louças

• Cerâmicas

• Óculos

• Pirex

• Porcelanas

• Vidros Especiais (tampa de forno e microondas)

• Tubo de TV


Retirado do site.....


Alfabetizar letrando
Ferramentas para a aprendizagem
da leitura e escrita


O professor deve fornecer ferramentas para o aluno construir o seu processo de aprendizagem da leitura e escrita.
Na etapa inicial, isto é, na Educação Infantil, a escola tem obrigação de ajudar o aluno a se apropriar da escrita alfabética e informatizar o seu uso.
Para realizar essa tarefa, o professor não deve deixar o aluno se esforçar sozinho para entender “por que coisas que se fala parecido tendem a ser escritas de modo parecido o professor deve ajudar o aluno a refletir sobre palavras retiradas de textos lidos (além de outras que são significativas para o aluno)”. É essencial praticar a leitura e a escrita no cotidiano escolar “trabalhar com palavras”, propiciar aos alunos refletir sobre elas, montá-las e desmontá-las.
Nessas ocasiões, mesmo ainda sem saber ler convencionalmente, os alunos poderão se apoderar de algumas estratégias de leitura: estratégias de antecipação, de checagem de hipóteses, de comparação, entre outras ( utilizadas por um cidadão letrado. Explorando e também produzindo textos observados pelo professor ou por outro aluno já “alfabetizado”), os alunos estarão desenvolvendo conhecimentos sobre a linguagem que se utiliza nos textos que percorrem a sociedade letrada.
Com base nos estudos e pesquisas de hoje em dia, “Alfabetizar letrando” requer: Democratizar a vivência de práticas de uso da leitura e da escrita e ajudar o aluno a, ativamente, reconstruir essa invenção social que é a escrita alfabética.
Se a escrita alfabética é uma invenção cultural, seguindo as idéias de Vygotsky, os professores, como membros mais experientes da cultura devem auxiliar os alunos a prestar atenção/analisar/refletir sobre os pedaços sonoros e escritos das palavras. Isso, é claro, não seria, de forma alguma, usar métodos fônicos ou treinar a “produção de fonemas” num mundo sem textos e sem práticas de leitura.
A partir de 1983, através de Emilia Ferreiro e Ana Teberosky, o professor começou a repensar a sua prática cotidiana em sala de aula. Nos dias de hoje, sabemos que um indivíduo plenamente alfabetizado é “aquele capaz de atuar com êxito nas mais diversas situações de uso da língua escrita. Dessa forma, não basta apenas ter o domínio do código alfabético, isto é, saber codificar e decodificar um texto: é necessário conhecer a diversidade de textos que percorrem a sociedade, suas funções e as ações necessárias para interpretá-los e produzi-los.” O processo de alfabetização ocorre durante toda a escolaridade e tem início antes mesmo da criança ingressar na escola. Implica em tomar como ponto de partida, o texto, pois este é revestido de função social e não mais as palavras ou sílabas sem sentido. O professor deve buscar um vocabulário que tenha realmente significado para a classe, isto é, que seja retirado das suas experiências. Atualmente, a cartilha não é o recurso mais favorável à aprendizagem da leitura e da escrita, principalmente, porque não tem qualquer significado para o aluno e apresenta textos desconexos, apenas garantindo a “memorização das famílias silábicas.”
Para Teberosky, deve ser considerada no processo de alfabetização, a diferenciação entre a escrita e a linguagem.
Segundo a referida autora, a escrita deve ser entendida como um sistema de notação, que no caso da língua portuguesa é alfabetização (conhecer as letras, sua organização, sinais de pontuação, letra maiúscula, ortografia, etc.). A linguagem escrita é definida como as formas de discurso, as condições e situações de uso nas quais a escrita possa ser utilizada (cartas, bilhetes, notícias, relatos científicos, etc.)
Inicialmente, o professor precisa tomar por base o texto e não mais as palavras-chaves. O texto deve ser o elemento fundamental para inserir a criança no universo letrado’.
Além da escrita espontânea, pode ser considerado também o trabalho com modelos, que possibilitam ‘as crianças comparem suas hipóteses com o convencional. Através de listas de palavras de um mesmo campo da semântica (brinquedos, jogos prediletos, comidas preferidas, personagens de livros e gibis, nomes dos alunos da classe, frutas, etc.) das parlendas e de outros textos, as crianças, hoje, podem ampliar suas concepções e progredir na aquisição da base alfabética, como na compreensão de outros aspectos (a grafia correta das palavras, o uso de sinais gráficos, etc.).
Simultaneamente, os diversos tipos de texto necessitam aparecer como objeto de análise, propiciando aos alunos diferenciá-los, conhecer melhor suas funções e características particulares. Para que isso ocorra, é essencial que saibam interpretá-los e escrevê-los. A expressão pessoal (bilhetes, cartas, diários, receitas culinárias, etc.) deve fazer parte do trabalho do professor, no entanto, esta deve vir acompanhada pela escrita de outros textos, inclusive com o apoio de modelos.
Cabe à escola, desde a Educação Infantil, alimentar a reflexão sobre as palavras, observando, por exemplo, que há palavras maiores que outras, que algumas palavras rimam, que determinadas palavras tem “pedaços” iniciais semelhantes, que aqueles “pedaços” semelhantes se escrevem muitas vezes com as mesmas letras, etc.
Não se trata de apresentar fonemas para que os alunos memorizem isoladamente os grafemas que correspondem a eles na nossa língua. Como o aprendizado do sistema de escrita alfabética é, acima de tudo, conceitual, o que é preciso é que os alunos possam manipular/montar/desmontar palavras: observando suas propriedades; quantidade e ordem de letras, letras que se repetem, pedaços de palavras que se repetem, e que tem som idêntico. O professor deve estimular o desenvolvimento das habilidades dos alunos de reflexão sobre as relações entre partes faladas e partes escritas, no interior das palavras.
O uso das palavras estáveis como os nomes próprios e de certos tipos de letra, como a letra de imprensa ou letra script, tem uma explicação. Quanto às palavras que se tornam “estáveis”, o fato de o aluno ter memorizado sua configuração, possibilita-lhe refletir sobre as relações parte-todo tentando desvendar o mistério daquelas relações; por que a palavra inicia com determinada letra e continua com aquelas outras naquela ordem? Por que falamos tantos (pedaços) sílabas e tem mais letras quando escrevemos? Quanto ao uso das letras de imprensa ou script, o fato de terem um traçado mais simplificado, e de cada letra aparecer mais separada das demais, possibilitando ao aluno saber onde começa e termina cada letra, permite ao aluno investir no trabalho cognitivo, fazer uma reflexão necessária à reconstrução do objeto de conhecimento, isto é, o sistema alfabético.
O professor deve garantir que as práticas escolares ajudem o aluno a refletir enquanto aprende e a descobrir os prazeres e ganhos que se pode experimentar quando a aprendizagem do sistema de escrita é vivenciado como um meio para, independentemente, exercer a leitura e a escrita dos cidadãos letrados.









Quando começa a aprendizagem


A partir de que idade devemos começar a ensinar nossas crianças?




A educação escolar deve começar bem antes dos 6 anos de idade, que é quando a nossa legislação torna obrigatória a freqüência da criança na escola. A Educação Infantil é uma fase essencial da aprendizagem. Já nessa fase a criança deve entrar em contato com o conhecimento. As creches ou escolas de Educação Infantil não devem ser simplesmente “depósitos de crianças”.
A escola é o lugar onde acontece a transmissão de conhecimento e as escolas de Educação Infantil não devem fugir desse papel. O professor de Educação Infantil deve conhecer as fases de desenvolvimento da faixa etária com a qual trabalha e estimular ao máximo seus alunos para que construam seus conhecimentos.
Jean Piaget nos fala que desde o nascimento até o 18º mês de vida, a criança busca adquirir controle motor e aprender sobre os objetos físicos que a rodeiam. Esse estágio se chama sensório-motor, pois o bebê adquire o conhecimento por meio de suas próprias ações que são controladas por informações sensoriais imediatas.
Quando lemos histórias para crianças de 1 ano, por exemplo, já a estamos alfabetizando. No estágio pré-operatório, que dura do 18º mês aos 8 anos de vida, a criança busca adquirir a habilidade verbal. Nesse estágio, ela já consegue nomear objetos e raciocinar intuitivamente.
Filhos de pais analfabetos têm mais dificuldade de se alfabetizar do que crianças que vivem em ambientes que estimulam a leitura e a escrita.As fases de desenvolvimento determinam como a aprendizagem deve ser trabalhada. Em especial, na Educação Infantil, as brincadeiras devem prevalecer. É através desses jogos educativos que a aprendizagem deve ocorrer.
Devemos estimular ao máximo nossas crianças com atividades lúdicas que proporcionem a construção de diversas áreas do conhecimento. Quanto mais estimulada for a nossa criança, mais estimulação cerebral ela formará. E quanto mais nova for a criança mais facilidade ela terá em ser estimulada, quanto mais velha for a criança mais lentamente serão criadas essas conexões neurológicas. Um adulto cria conexões neurológicas mais lentamente que as crianças.
Devemos, porém, ter muito cuidado para não sobrecarregar nossas crianças com atividades, gerando, ao invés da aprendizagem, um grande estresse, rompendo dessa forma, o elo com a aprendizagem.

quarta-feira, abril 15




OLHA QUE FOFO.............


GANHEI DA MINHA AMIGA LEILA...........


MUITO OBRIGADA.....





VISITEM ESTE ESPAÇO...É MUIIITO INTERESSANTE....EU RECOMENDO....


E a família, como vai?


Quando a dificuldade de aprendizagem entra em cena no contexto familiar os seus membros se deparam com uma nova circunstância fazendo parte de seu dia a dia. Consequentemente, podemos esperar que haja uma modificação dos papéis desempenhados por seus elementos. A família passará por mudanças diante dessa nova situação. Antes de tudo, é necessário que pais, professores, educadores e quem mais estiver envolvido neste contexto esteja ciente de que muitas crianças apresentam alguma dificuldade no processo complexo que é a aprendizagem. Shaywitz (2006) ressalta que a dislexia, por exemplo, atinge uma em cada cinco crianças. Portanto, é fundamental a atenção dos pais no momento de identificar os sinais que indicam que uma criança apresenta, de fato, algum tipo de dificuldade de aprendizagem, e não que seja preguiçosa, pouco inteligente ou mal comportada. Trata-se de um quadro que atinge um grande número de crianças, e, portanto, de famílias que vivem situação semelhante.

As famílias lidam de maneiras diferentes com a dificuldade do filho e essas diferenças podem estar relacionadas com o momento atual que estão vivendo como, por exemplo, separação do casal, mudança de cidade, situação econômica da família, mudança de escola, entre outros. Também, como sua própria história de vida, ou seja, experiências vividas até então tais como o tipo de criação, direitos e deveres a serem cumpridos, crenças e valores.

Coelho (2006) considera a família como uma instituição, um grupo social, no nível funcional que contém regras de relação entre os seus elementos e cujas funções são desempenhadas no seu dia a dia e modificadas constantemente. Portanto, a família está sempre em processo de interação e as transformações nela ocorridas refletem mudanças de comportamento e mudanças nos papéis de seus membros.

O objetivo deste texto é mostrar de que forma a dificuldade de aprendizagem causa uma desorganização familiar e o quanto esta desorganização pode influenciar a criança e seus processos de aprendizagem.

Quando o primeiro contato com a família é feito, através de uma entrevista de anamnese, é observado que, além das queixas trazidas pelos pacientes relacionadas às dificuldades de aprendizagem (falta de concentração, dificuldades na leitura, Matemática, Português, troca e/ou omissão de letras, etc.), podem aparecer também outros sintomas como os emocionais que, em alguns casos, influenciam diretamente na questão do aprendizado. Não é raro observarmos o choro de algumas mães, que procuram o melhor para seus filhos, mas que já não conseguem disfarçar o quanto estão afetadas pela dificuldade do mesmo.Elas assumem uma culpa sentindo-se responsáveis por esta situação. O contrário também acontece.

Alguns pais, logo no início da entrevista, cobram resultados de um tratamento que esperam ter, mas que nem sempre condiz com o tratamento que é oferecido enfatizando que o filho tem que receber o melhor. Antes mesmo do começo da conversa já questionam as intervenções e os resultados. Ultimamente, muitos avôs e avós estão acompanhando e buscando ajuda para seus netos, assumindo essas crianças como seus filhos. Estas atitudes afetam o comportamento das crianças, modificando seus sentimentos. Os papéis podem até sofrer algum tipo de alteração, mas não podem se misturar.

De que adianta a mãe, ou o pai, ou até mesmo o professor fazer a tarefa escolar para a criança? Quem irá se beneficiar com isso?

O ideal seria que os pais oferecessem segurança e atenção aos seus filhos, para que a criança aceitasse melhor as frustrações que ocorrerão em muitas outras circunstâncias na vida. Porém, a realidade é que, em muitos casos, diante dessa nova circunstância, ocorre uma desorganização emocional, em que a ansiedade e a angústia também tomam conta dos pais e geram sentimentos neles que prejudicam ainda mais o momento de dificuldade vivido pelo filho. Se uma mãe chora, a outra se coloca de um modo autoritário, ou se o avô passa a exercer o papel de pai, compreendemos que são reações genuínas diante de um momento difícil também para os familiares. Porém, o que não pode ser deixado de lado é o efeito das lágrimas e destas atitudes sobre a família como um todo.

Além disso, é percebido, com freqüência,, que muitas famílias, por passarem por vários tipos de tratamento e tendo se frustrado em alguns deles, geram uma grande expectativa nos filhos a cada nova tentativa. Em contrapartida, os filhos se sentem pressionados a atenderem a expectativa de seus pais, o que gera ansiedade e causa mudanças no dia a dia familiar. Em casos de dificuldade de aprendizagem, é sempre importante procurar ajuda profissional, para que se possa, além de trabalhar com a criança no sentido de favorecer seu processo de aprendizagem, compreender também os aspectos familiares e orientar os pais para que estimulem o desenvolvimento do filho de forma adequada.

A criança experimenta sentimentos de medo, nervosismo e cobrança, mas quando isso acontecer é o apoio e o equilíbrio da família que mais favorece a reorganização. A família é o lugar onde o indivíduo aprende a perceber o mundo, a se situar nele e a ter referências de proteção, de afeto, de pertencimento e de valores.

Portanto, o vínculo familiar ajuda a criança a passar por momentos de dificuldades com mais segurança.


Referências Bibliográficas:

AUN, Juliana Gontijo; ESTEVES DE VASCONCELLOS, Maria José; COELHO, Sônia Vieira. Atendimento Sistêmico de Famílias e Redes Sociais: Fundamentos teóricos e epistemológicos. 2 ed. Belo Horizonte: Ophicina de Arte e Prosa, 2006.

SHAYWITZ, Sally. Entendendo a dislexia: um novo e completo programa para todos os níveis de problemas de leitura. Porto Alegre: Artmed, 2006.

SNOWLING, Margaret; STACKHOUSE, Joy e cols. Dislexia, fala e linguagem: um manual do professional. Porto Alegre: Artmed, 2004.

ROTTA, Newra Tellechea; OHLWEILER, Lygia; RIESGO, Rudimar dos Santos. Transtornos da aprendizagem: abordagem neurobiológica e multidisciplinar. Porto Alegre: Artmed, 2006.

segunda-feira, abril 6


Lixo...........................



Hoje em dia a reciclagem é assunto discutido por pessoas de todas as idades. Muitas crianças já têm consciência de que o lixo pode ser renovado ou transformado em algo útil. Em casa ou na escola elas aprendem a dar valor em materiais que aparentemente não serviriam para nada e transformam sucata em brinquedos.
O brinquedo feito com sucata, além de ajudar a preservar a natureza, é oportunidade dada à criança para desenvolver sua criatividade e seu pensamento crítico em relação ao desperdício (conseqüência do consumo desenfreado). É uma maneira simples, econômica e divertida de educar e ajudar na formação dos cidadãos mirins.

Resgatando a Infância

Não precisa voltar muito no tempo para lembrarmos das brincadeiras e dos jogos que inventávamos sem precisar sair de casa. Lembro-me de quando era criança e que a falta de recursos, muitas vezes, me “obrigava” a colocar a cabecinha para funcionar e a fazer meus próprios brinquedos. Como era divertido fazer tartaruga com caixa de ovos, bonecos de meia, barquinhos de papel… e brincar com as sobras de legumes.
No meio dessa era do descartável há uma infinidade de opções que podem fazer do seu lixo um brinquedo educativo e atraente para as crianças. Você já pensou em construir um vai-e-vem com garrafas pet, um bibelô com copo descartável, dobraduras com papel, um jogo da velha com tampinhas coloridas, um fantoche com caixinha longa vida, um chocalho com garrafinhas de leite fermentado ou fazer casinhas com caixas de fósforo?
Então não perca tempo! Chame seu filho, sobrinho e todas as crianças que estiverem por perto. Use a criatividade e a imaginação para construir brinquedos e jogos originais.


Lixo que vira brinquedo


Convide seu filho para fazer brinquedos de sucata! Além de ser divertido, você ainda pode ensinar a ele a importância DA reutilização do lixo.

Hoje em dia, vivemos a chamada "era do descartável". Todos OS produtos que adquirimos vêm em embalagens que são imediatamente descartadas quando seu conteúdo é consumido. Esse material desprezado é chamado de sucata. O que você faz com a sucata? Joga for a. Você e OS outros 6 bilhões de habitantes do planeta. Considerando que cada pessoa produz em média 1kg de lixo por dia - incluindo materiais orgânicos - imagine a enorme quantidade de detritos acumulados ao longo do tempo! Agora dá pra entender por que o destino do lixo é considerado um problema tão grave, não é mesmo? Por isso, é importante saber que existem muitas formas de aproveitar esses materiais. A mais importante delas é a reciclagem. Se você ainda não separa o lixo reciclável, está na hora de começar! Todos OS objetos feitos de alumínio, vidro, papel ou plástico deve ser separados em um saco exclusivo. Em alguns locais, caminhões DA prefeitura recolhem OS recicláveis uma vez por semana. Outra alternativa é levar o lixo reciclável a um posto de coleta. No final dessa matéria, você encontra links com indicações de locais que recebem esse tipo de lixo em São Paulo. Existem também OS catadores de material reciclável, aqueles que passam com suas carroças pela rua. Else vendem o material que recolhem e muitos conseguem sustentar a família com este trabalho. A sucata também serve de matéria-prima para produtos artesanais, que podem se converter numa fonte de renda. Muitas pessoas a usam para a confecção de luminárias, bolsas, bijuterias, peças de decoração e muitos outros objetos. Já as crianças podem transformar a sucata em brinquedos! Além de divertida, essa atividade é uma ótima oportunidade para ensinar aos pequenos a importância DA reutilização do lixo. Trabalhar com sucata também ajuda as crianças a desenvolver a criatividade, a imaginação e o senso estético, além de resgatar a importância do próprio brinquedo. Abaixo, confira nossas sugestões de brinquedos que vocês podem construir. Mas, não deixe de oferecer vários materiais ao seu filho e deixar que ele mesmo descubra novas formas de utilizá-Los. Mãos à obra!


BILBOQUÊ Material: 1 copo de papel ou plástico usado (ou uma garrafa pequena de refrigerante cortada ao meio) Barbante 1 folha de papel usado Fita crepe Tinta guache Como fazer: Amasse o papel até formar uma bolinha. Envolva a bolinha de papel com fita crepe e pinte. Corte cerca de um metro de barbante e Cole uma das pontas na bolinha, com fita crepe. Pinte o copo e faça um furinho na base. Passe o barbante pelo furinho (de for a para dentro do copo), dê um nó e use fita crepe para fixar. O objetivo desta brincadeira é segurar o copo com uma das mãos e tentar colocar a bolinha dentro, sem tocar nela.


TEATRO DE BONECOS Material: 1 caixa de sapatos Palitos de churrasco Papel Canetas coloridas Estilete Fita adesiva Como fazer: Peça para seu filho imaginar uma história. Peça, então, para ele desenhar OS personagens dessa história. Recorte cada personagem e Cole na extremidade dos palitos com fita adesiva. Em seguida, ele deverá desenhar o cenário onde acontece essa história, no fundo DA parte interna DA caixa de sapatos. Agora apóie a caixa na mesa, em uma das faces laterais, com o cenário ao fundo ? cuidado para não deixá-lo de cabeça para baixo. Posicione-se de frente para o desenho e, com o estilete, faça uma abertura na face DA caixa que está apoiada na mesa (a abertura deve ser paralela ao fundo DA caixa, onde está o desenho, e deve ter cerca de três centímetros de largura em toda a sua extensão). Através dessa abertura, a criança coloca OS palitos (por baixo) e movimenta OS bonequinhos de um lado para o outro do cenário. Agora é só fazer uma Linda apresentação!


DOMINÓ Material: Revistas velhas Papelão Caneta Tesoura Como fazer: Folheie revistas velhas, escolha 28 figuras pequenas e recorte. Corte o papelão em 28 retângulos de 5 cm X 10 cm. Faça um risco dividindo cada retângulo em duas metades. Em uma metade, será colada uma figura. Na outra, será escrito o Nome de uma outra figura. Faça isso em todas as peças, certificando-se de escrever OS nomes de todas as figuras. O jogo vai começar! Coloque uma peça na mesa e distribua as demais entre OS participantes. Um de cada vez, OS jogadores devem encaixar o Nome à imagem correspondente ou vice-versa, até que não sobre mais nenhuma peça na mão.


CASINHA DE BONECAS Material: Caixas de fósforos Cola branca Papel sulfite Lápis de cor Como fazer: Você já imaginou quantas coisas dá para fazer com caixas de fósforos? Se você empilhar três caixas, poderá ter uma cômoda com gavetas! Se colar uma caixa perpendicular à outra, elas viram um lindo sofá. Três caixas coladas uma à outra, horizontalmente, viram uma cama. Enfim, é possível "mobiliar" vários cômodos apenas com este material. Antes de montar os móveis, cubra-os com papel sulfite, para poder pintar e desenhar os detalhes de cada objeto.


BOLICHE Material: 10 garrafas plásticas (de refrigerante) Jornal Fita Crepe Cartolina Caneta Como fazer: Corte pequenos pedaços de cartolina e numere-os de 1 a 10. Com a fita crepe, fixe cada número em uma garrafa. Amasse algumas folhas de jornal até formar uma bola e passe bastante fita crepe envolvendo a bola, para deixá-la firme e pesada. Pronto! Disponha as garrafas como se fossem os pinos do boliche (uma fileira com quatro bolas, uma com três bolas, uma com duas bolas e a última com uma bola só, bem na frente). A uma distância de pelo menos cinco metros, a criança rola a bola no chão, em direção às garrafas, para tentar derrubá-las. A pontuação é calculada de acordo com os números correspondentes às garrafas que forem derrubadas. Quem somar mais pontos em cinco rodadas, vence. A cada rodada, as garrafas devem ser recolocadas no lugar, mas em posições diferentes, e sem que a criança possa visualizar os números.


QUEBRA-CABEÇA Material: 1 imagem retirada de revista ou jornal Cola Papelão Tesoura Como fazer: Recorte um pedaço de papelão do tamanho da imagem que seu filho escolheu. Cole a imagem no papelão e espere secar. Corte o papelão em pedaços quadrados ou triangulares, do mesmo tamanho ou de tamanhos diferentes, conforme você preferir. Para brincar, é só embaralhar as peças e tentar reconstruir a figura.


VAI E VEM Material: 2 garrafas de refrigerante Tampas coloridas de xampu ou de material de limpeza (lavadas e secas) Fio de varal (2 pedaços de 3m) Fita crepe Como fazer: Corte cada garrafa no meio. Você vai utilizar as metades de cima, isto é, as que têm gargalo. Passe os dois fios por dentro de uma metade, do gargalo para o centro. Em seguida, passe os fios pela outra metade, do centro para o gargalo. Encha as metades com as tampinhas coloridas, para dar um visual bonito, e passe fita crepe para juntar as duas partes das garrafas, formando um cilindro. Dê um nó nas extremidades de cada fio. Duas crianças participam dessa brincadeira, cada uma fica de um lado, segurando uma ponta do fio em cada mão. Conforme elas abrem e fecham os braços, o cilindro desliza pelo fio de um lado para o outro.


DINOSSAURO Material: 2 garrafas de refrigerante vazias 1 caixa de sapatos Fita crepe 4 caixas de fósforos Jornal Cola Tinta colorida 1 caixa vazia de filme fotográfico Como fazer: Corte as duas garrafas no meio e separe as metades de cima (que têm os gargalos). Junte essas duas metades pela parte recortada, com fita crepe, formando um cilindro ? esse será o corpo do dinossauro. Encaixe a caixa de filme fotográfico em um dos gargalos e cole com fita crepe ? esse será o focinho do dinossauro. Com fita crepe, fixe as caixas de fósforos no corpo do dinossauro, duas de cada lado, formando as patas. Desmonte a caixa de sapatos e use o papelão para recortar um triângulo comprido, que será a cauda. Fixe a cauda no outro gargalo, também usando fita crepe. Use o papelão para fazer também a crista do dinossauro, no formato que você quiser (pode ser triangular ou ondulado), e fixe a crista nas ?costas? do dinossauro. Por fim, corte o jornal em pedaços, passe na cola e vá grudando em toda a superfície do dinossauro, em várias camadas. Espere a cola secar. Agora, é só pintar o dinossauro de verde e desenhar os olhinhos, a boca e outros detalhes na cor preta ou vermelha.


BALÃO Material: 1 bexiga Jornal Cola branca Barbante Fita crepe 1 caixa pequena Como fazer: Encha a bexiga, que vai servir como molde para a construção do balão. Corte o jornal em pedaços e faça camadas de jornal sobre a bexiga, usando cola para grudar uma folha na outra ? mas sem colar o papel na bexiga. Faça pelo menos dez camadas de jornal. Espere secar bem. Estoure a bexiga e retire-a de dentro do balão. Corte quatro pedaços de barbante, de 20cm cada. Grude cada pedaço, com fita crepe, na parte interna do balão. Fixe as outras extremidades dos barbantes na caixa, uma em cada face. Pinte a caixa e o balão, coloque um bonequinho ou um bichinho de pelúcia dentro e pronto!

É só voar...


A EDUCAÇÃO INFANTIL
E OS PROCESSOS
DA APRENDIZAGEM NO
DESENVOLVIMENTO HUMANO


Desde a antiguidade na história social e cultural da humanidade, sobretudo na trajetória do desenvolvimento humano os “Processos da Aprendizagem” em todas as etapas da vida são extremamente relevantes.
A aprendizagem apresenta-se através da relação que se estabelece entre “o sujeito com a sua carga hereditária e a história pessoal” e “o meio onde se está inserido, através de objetos, valores morais e a existência do outro”.
O Professor na Educação Infantil deve possibilitar que seus alunos estabeleçam uma relação sadia com o meio que o cerca, favorecendo o desenvolvimento e a aquisição de novos conceitos e conteúdos.
As crianças utilizam uma lógica diferente para pensar. Segundo Piaget, os estágios do desenvolvimento da criança aparecem em uma ordem necessária e não podem ser queimados, pois uma fase prepara para a outra fase e são construídas sobre as estruturas anteriores vivenciadas nas fases passadas, porém as idades em que eles aparecem são relativas. Piaget, conclui que as crianças apresentam uma forma própria e ativa de raciocinar e de aprender que evolui por estágios e fases até a maturidade intelectual. Seus erros apenas caracterizam a forma particular de pensar.
Na Educação Infantil convém que se dê ênfase especial às oportunidades de vivências em situações que reestruturam o conhecimento existente, a participação da criança em experiências de aprendizagem, a criatividade pessoal, a exposição de momentos de descoberta, a interação com outras crianças e adultos e ao envolvimento em situações lúdicas, significativas e construtivas.
A criança pensa de uma forma própria e tem pontos de vista diferentes das outras etapas que passará na vida, e deste modo exige dela flexibilidade e disposição.
O professor deve ser um pesquisador e jamais terá o domínio absoluto de quem sabe tudo.
A criança está em permanente construção e constrói seu próprio conhecimento, contudo, não torna o professor dispensável. O professor tem que estar atualizado para melhor entender o aluno neste processo de aprendizagem e não deverá apresentar modelos certos, mas deve considerar o erro como parte do processo de aprendizagem.
Se as instituições na Educação Infantil proporcionarem as crianças momentos de pesquisa, reflexões, construções de experiências físicas, sociais e lúdicas, que sejam, por sua vez, manifestadas mediante as diferentes linguagens, as crianças vivenciarão novas situações de aprendizagem, de ampliação da sua vida social e de suas experiências cognitivas.
Autor: Lara Margarida da Silveira Acosta


A Importância da Neurociência na Aprendizagem e Educação.


O aprender e o lembrar do estudante ocorre no seu cérebro. Conhecer como o cérebro funciona não é a mesma coisa do que saber qual é a melhor maneira de ajudar os alunos a aprender. A aprendizagem e a educação estão intimamente ligadas ao desenvolvimento do cérebro, o qual é moldável aos estímulos do ambiente. Os estímulos do ambiente levam os neurônios a formar novas sinapses. Assim, a aprendizagem é o processo pelo qual o cérebro reage aos estímulos do ambiente, ativando sinapses, tornado-as mais “intensas”. Como conseqüência, estas se constituem em circuitos que processam as informações, com capacidade de armazenamento molecular. O estudo da aprendizagem une a educação com a neurociência. A neurociência investiga o processo de como o cérebro aprende e lembra, desde o nível molecular e celular até as áreas corticais. A formação de padrões de atividade neural considera-se que correspondam a determinados “estados e representações mentais” O ensino bem sucedido provocando alteração na taxa de conexão sináptica, afeta a função cerebral. Por certo, isto também depende da natureza do currículo, da capacidade do professor, do método de ensino, do contexto da sala de aula e da família e comunidade.Todos estes fatores interagem com as características do cérebro dos indivíduos. A alimentação afeta o cérebro da criança em idade escolar. Se a dieta é de baixa qualidade, o aluno não responde adequadamente a excelência do ensino fornecido.Neurociência cognitiva e Educação.A neurociência cognitiva utiliza vários métodos de investigação (por ex. tempo de reação, eletroencefalograma, lesões em estruturas neurais em animais de laboratório, neuroimageamento) a fim de estabelecer relações cérebro e cognição em áreas relevantes para a educação. Está abordagem permitirá o diagnóstico precoce de transtornos de aprendizagem. Este fato exigirá métodos de educação especial, ao mesmo tempo a identificação de estilos individuais de aprendizagem e a descoberta da melhor maneira de introduzir informação nova no contexto escolar.Investigações focalizadas no cérebro averiguando aspectos de atenção, memória, linguagem, leitura, matemática, sono e emoção e cognição, estão trazendo valiosas contribuições para a educação. Pesquisadores em educação têm uma postura otimista de que as descobertas em neurociências contribuam para a teoria e práticas educacionais. Destarte, uma avalanche de artigos leigos em jornais diários e revistas de divulgação e mesmo periódicos científicos, têm exagerando os benefícios desta contribuição, variando daqueles totalmente especulativos àqueles incompreensíveis e esotéricos. Exemplos incluem empreendimentos para desenvolver currículo sob medida, para atender fraqueza/excelência daqueles alunos que usam preferencialmente um dos hemisférios. Este “neuromito” é uma informação infundada do que a neurociência pode oferecer à educação Bruer (2002) o qual argumenta que a neurociência possivelmente nunca contribuirá para a educação devido a desarticulação de conhecimentos entre as duas áreas, contrapõe-se a postura de Connell (2004). O pesquisador da Universidade Harvard argumenta que, introduzindo o “nível de análise” com agregação da neurociência computacional, elimina as fronteiras específicas. Assim, a neurociência, psicologia e ciências cognitivas somadas à educação, trazem novo enquadramento e integração destas áreas do conhecimento.Neurociência e prática educativa.A pesquisa em neurociência por si só não introduz novas estratégias educacionais.Contudo fornece razões importantes e concretas, não especulativas, porque certas abordagens e estratégias educativas são mais eficientes que outras.
A tabela 1 sugere como o cérebro aprende em determinado ambiente de sala de aula.Princípios da neurociência com potencial aplicação no ambiente de sala de aula.
1. Aprendizagem e memória e emoções ficam interligadas quando ativadas pelo processo de Aprendizagem. A Aprendizagem sendo atividade social, alunos precisam de oportunidades para discutir tópicos. Ambiente tranqüilo encoraja o estudante a expor seus sentimentos e idéias.
2. O cérebro se modifica aos poucos fisiológica e estruturalmente como resultado da experiência. Aulas práticas/exercícios físicos com envolvimento ativo dos participantes fazem associações entre experiências prévias com o entendimento atual.
3. o cérebro mostra períodos ótimos (períodos sensíveis) para certos tipos de aprendizagem, que não se esgotam mesmo na idade adulta. Ajuste de expectativas e padrões de desempenho às características etárias específicas dos alunos, uso de unidades temáticas integradoras.
4. O cérebro mostra plasticidade neuronal (sinaptogênese), mas maior densidade sináptica não prevê maior capacidade generalizada de aprender. Os Estudantes precisam sentir-se “detentores” das atividades e temas que são relevantes para suas vidas. Atividades pré-selecionadas com possibilidade de escolha das tarefas aumenta a responsabilidade do aluno no seu aprendizado.
5. Inúmeras áreas do córtex cerebral são simultaneamente ativadas no transcurso de nova experiência de aprendizagem. Situações que reflitam o contexto da vida real, de forma que a informação nova se “ancore” na compreensão anterior.
6. O cérebro foi evolutivamente concebido para perceber e gerar padrões quando testa hipóteses. Promover situações em que se aceite tentativas e aproximações ao gerar hipóteses e apresentação de evidências. Uso de resolução de “casos” e simulações.
7. O cérebro responde, devido a herança primitiva, às gravuras, imagens e símbolos. Propiciar ocasiões para alunos expressarem conhecimento através das artes visuais, música e dramatizações.A neurociência oferece um grande potencial para nortear a pesquisa educacional e futura aplicação em sala de aula. Pouco se publicou para análise retrospectiva.
Contudo, faz-se necessário construir pontes entre a neurociência e a prática educacional. Há forte indicação de que a neurociência cognitiva está bem colocada para fazer esta ligação de saberes.