terça-feira, março 3




COMO INTERMEDIAR A RELAÇÃO DA CRIANÇA COM A TV?


Não há necessidade de proibir a criança de ver TV, pois no mundo em que vivemos esta é, também, uma forma de relação social. Logo os pais devem perceber a necessidade de selecionar os programas e conscientizar a criança de que a televisão é parte integrante e não preponderante da vida. Então deve ser igualmente medida como todas as outras atividades, inerentes ao mundo infantil, como brincar, correr, conversar, praticar esportes, ler, etc. E dessa forma a criança deixa de procurar a TV, não por estar proibida e sim por estar realmente interessada em outras atividades.

Sendo assim, não se trata de que uma criança até cinco anos não deve assistir televisão. Porém a idéia de que qualquer programa quando presenciado pelos pais, pode ser educativo, também não soluciona, visto que existem problemas, causados pela maioria dos programas, que independem da interferência dos pais.

Considerando todos os fatos até aqui relatados, é importante salientar que a televisão conforme usada pode acarretar sérios problemas na formação física e psicológica da criança. Portanto esta é uma questão a ser colocada na educação, tanto familiar quanto escolar.

Logo é importante, primeiramente que os pais tratem a TV de forma crítica para depois ajudarem seus filhos a interpretá-la; não usando esta como educadora e sim como uma opção a ser introduzida na educação.

Para uma criança a vida familiar de carinho, amor, instrução e diálogo são fundamentais.

Os pais, muitas vezes, não podem impedir que seus filhos vejam determinadas cenas na televisão ou nas revistas. Mas podem corrigí-los, orientá-los.

Os pais presentes, educadores, de diálogo e autoridade (não autoritarismo) podem reverter esse quadro persuasivo com uma discussão sadia, ensinamento e amor. Muitos pais até contribuem para essa descaracterização da personalidade dos filhos ao comprar roupas, brinquedos, alimentos que enaltecem personagens violentos ou místicos.

Que modelo as crianças terão? Não podemos plantar ódio, rancor e desejar colher amor. A criança responde ao que recebe.

Qual é código moral que tem o grupo de crianças, se a grande maioria delas assiste em suas casas a aproximadamente umas três horas de desenhos?

Há alguém com as crianças, orientando-as, explicando esse mundo irreal?

A compreensão das linguagens midiáticas é um desafio a ser superado. Uma imagem pode ter vários significados, bem como uma fala, dependendo do contexto, entonação de voz, assim como a expressividade facial, que pode ter múltiplos significados.

Desta maneira, para aqueles que realmente querem formar e ver crescer cidadãos, a solução não é apagar a telinha ou mudar o canal. Precisamos refletir sobre as imagens e sobre como elas se refletem sobre outros textos. Precisamos analisar a televisão, juntamente com os usuários da TV, para impedir que, principalmente a violência, continue sendo tão explorada pela mídia de maneira tão sensacionalista. Brigar de nada adianta. Precisamos é discutir mais este assunto, transformar os resultados das conversas em projetos reais, de ensinamento, mais perto da realidade das crianças.

Saber ver criticamente uma notícia é condição básica para o exercício da cidadania. No momento em que analisamos, questionamos, comparamos e selecionamos as informações que realmente são verdadeiras, conseguimos desmontar a linguagem pré-estabelecida.

O computador, a televisão e o videogame são recursos tecnológicos que a sociedade possui, de forma que seus efeitos positivos ou negativos serão frutos do modo que estes serão utilizados. Cabe à sociedade saber aproveitar os recursos positivos destas tecnologias e, se possível, restringir seus efeitos negativos.
Os pais podem ajudar seus filhos a terem experiências mais positivas com a televisão, a partir da seguinte postura:
*** Assistir aos programas com os filhos, aproveitando ocasiões propícias para discutir o conteúdo do que é visto, bem como daquilo que é veiculado em comerciais.
***Escolher os programas adequados para o nível de desenvolvimento da criança.
*** Limitar o tempo que é passado frente à televisão.
*** Desligar a televisão quando os programas parecerem inadequados aos seus filhos.
*** Estabelecer que o horário de estudo deve ser dedicado a aprendizagem, não permitindo a realização de tarefas escolares com a televisão ligada;
*** Fazer conexões com as histórias, livros, lugares de interesses e eventos pessoais;
*** Evitar usar a TV como única alternativa de entretenimento e diversão, procure planejar outra atividade divertida para a família!
*** Porque seu filho precisa ter TV no quarto? Quem fica com este controle remoto?
** Desligar o televisor durante as refeições!
** Não transformar a TV no ponto central da casa. Evitar colocá-la no lugar mais importante, tornando-a o centro de sua vida.
*** Quando estiver assistindo com o seu filho, não se esqueça que à televisão é apenas um instrumento, a criança precisa de carinho, afetividade e compreensão também nessas horas.
** Limite sua própria permanência frente à TV, dê um bom exemplo.

Estas dicas não se resumem a um manual, são contribuições para olharmos a televisão e o contexto televisivo mais criticamente.

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