sexta-feira, janeiro 16

PASSAGEM DA EDUCAÇÃO INFANTIL PARA O ENSINO FUNDAMENTAL..

INGRESSANDO NO ENSINO FUNDAMENTAL...


Quando as crianças deixam a educação infantil e ingressam no Ensino Fundamental 1 é inevitável pensar: "meu filho já não é mais um bebê". E é natural que nesse momento apareçam também algumas dúvidas sobre como ele se sairá nesse novo momento de sua vida de estudante. De fato, a entrada no primeiro ano traz uma série de mudanças na rotina escolar. As brincadeiras ainda terão seu espaço, mas seu tempo será diminuído enquanto a hora de estudar ganhará mais importância. Na mochila, a boneca ou o carrinho ainda poderão entrar em alguns dias, mas dividirão espaço com livros e cadernos. As responsabilidades, aos poucos, também vão crescer: haverá mais lição de casa, provas e notas.

Todas essas mudanças, porém, não devem ser encaradas como um problema. Elas fazem parte da evolução natural e saudável da vida da criança. E os pais podem - e devem - ajudar seus filhos a se preparar da melhor maneira possível para essa transição. "O importante é demonstrar segurança para a criança. Dizer que se ela está indo para essa nova fase é porque já tem idade para isso e está pronta".

Em primeiro lugar é preciso que os próprios pais estejam seguros e compreendam esse novo momento da vida dos filhos. "O pai que é inseguro deixa a criança com medo". "Não se deve ficar colocando dúvidas na cabeça da criança e nem gerando expectativas ao dizer que agora as coisas serão mais difíceis, que ela terá provas e notas, por exemplo", explica a coordenadora, acrescentando que o importante é valorizar a nova fase que a criança vai viver. "Mostre que a próxima série é um passo adiante em sua vida, mas que ela tem toda a capacidade para se sair bem".

Como os pais devem se preparar para essa nova fase da vida de estudante de seus filhos?

A primeira dica é não criar muitas expectativas. "Não se pode esquecer que crianças de seis anos, no primeiro ano do ensino fundamental, ainda estão em fase alfabetização. Não se pode esperar que elas escrevam uma redação de três páginas. É importante não cobrar demais as crianças e ter cuidado para não gerar ansiedade". 

Nunca se deve cobrar aquilo que ainda não é hora de ser cobrado. E nem fazer comparações com outras crianças, dizendo que esta ou aquela tem desempenho inferior ou superior. Cada criança tem seu tempo e é importante lembrar que para haver aprendizagem é preciso haver diversidade: aquele que está mais avançado trabalhando em par com o outro que ainda está menos avançado propicia crescimento para ambos.

A participação dos pais nessa transição, segundo ela, não deve ficar restrita ao ambiente escolar. Os pais devem estimular o crescimento e a curiosidade das crianças nessa fase, programando passeios a livrarias por exemplo. As crianças que em casa ou em passeios junto com a família têm esses estímulos terão muito mais facilidade de se desenvolver na escola em seu processo de alfabetização e de conhecimentos em geral. 

Quais as principais mudanças que trazem o Ensino Fundamental 1?

Uma das grandes novidades para as crianças que deixam a educação infantil e entram no fundamental 1 são as notas e em algumas escolas as provas. Algumas escolas já as aplicam no primeiro ano, que é o antigo pré-primário, mas outras só as introduzem a partir do segundo ano. Outra mudança é com relação aos horários de brincadeira e espaços físicos das escolas. Na educação infantil muitas vezes as crianças têm um espaço diferenciado dedicado a elas - como área com balanços e tanque de areia - e mais tempo para brincar. No fundamental 1 geralmente as brincadeiras passam a ser realizadas durante o horário de lanche.

No fundamental 1 as crianças continuam a ser supervisionadas, lógico, mas têm mais autonomia para por exemplo comprar seu lanche, e passam a conviver com crianças maiores. Se por um lado têm mais autonomia, por outro têm também mais responsabilidades, como com os deveres de casa.

Como preparar os filhos para suas novas responsabilidades?

Os pais podem ajudar estimulando desde cedo que as crianças criem o hábito de fazer o dever de casa sozinhas e sem ter que precisar mandar fazer. A lição de casa é responsabilidade da criança e ela tem que criar o hábito de incorporar em sua rotina essa atividade. Os pais não devem fazer o dever por elas, mas podem questionar se o dever foi feito. Os pais também devem estimular os filhos a tomar cuidado com seu material e a mantê-lo organizado.               

Os pais devem participar da vida escolar, sem dúvida. É importante conversar sobre o que os estudantes aprenderam na escola, fazer uma leitura conjunta do jornal, demonstrar curiosidade em relação à rotina de estudos. Eles podem, inclusive, ajudar a tirar dúvidas se tiverem prazer nisso, mas não devem fazer os exercícios pelo filho. Ou seja, os pais podem ajudar, sim. Mas é importante que não atravessem a criança. A lição de casa é, sobretudo, um exercício que o aluno deve fazer sozinho, justamente para que os professores descubram quais são as suas dificuldades.

Texto: Adriana Carvalho
Fonte: Educar para crescer

MORDIDAS...COMPORTAMENTOS QUE PRECISAM SER ENTENDIDOS!

MORDENDO PARA CONHECER


 Uma coisa muito comum nas turmas de Maternal – mas que costuma provocar muita preocupação dos pais – são as mordidas. Principalmente no período de adaptação, em que, além da maioria das crianças estar vivendo sua primeira experiência social extra-familiar, os grupos estão em fase de formação, de “primeiras impressões” , ou em situações de entrada de crianças novatas, as mordidas quase sempre fazem parte da rotina diária das crianças. Não é fácil lidar com esta situação, tanto para os pais (é muito dolorido receber o filho com marcas de mordida!) , quanto para nós, educadores (que sempre nos sentimos impotentes, incapazes que somos, na maioria das vezes, de impedir que elas aconteçam).
Se nos dedicarmos a pensar esta questão de forma mais ampla, poderemos nos aproximar de uma compreensão deste fenômeno, do ponto de vista do desenvolvimento e da história da criança. Podemos partir de perguntas simples:

Por que as crianças pequenas mordem umas às outras e às vezes até a si mesmas? Expressão de agressividade? Violência? Stress? Sentimento de abandono? 
As crianças pequenas geralmente mordem para conhecer. Para elas, tudo que as cerca é objeto de interesse e alvo de sua curiosidade, inclusive as sensações. O conceito de dor, por exemplo, é algo que vai sendo construído a partir de suas vivências pessoais e principalmente sociais, e não algo dado a priori. Mordendo o outro, a criança experimenta e investiga elementos físicos, como sua textura (as pessoas são duras? São moles? Rasgam? Quebram?), sua consistência, seu gosto, seu cheiro; elementos “sexuais” (no sentido mais amplo da palavra), na medida em que morder proporciona alívio para suas necessidades orais (nelas, a libido está basicamente colocada na boca) e ainda investiga elementos de ordem social, isto é, que efeitos que esta ação provoca no meio (o choro, o medo ou qualquer outra reação do coleguinha, a reprovação do educador, etc). Dessas investigações é que será engendrado o conceito de dor, tanto da dor própria (as crianças pequenas muitas vezes mordem também a si mesmas , numa atitude explícita das ações listadas acima) quanto da dor do outro (sentido moral da dor: a constatação de que não é lícito proporcionar dor ao outro, mesmo que os sentimentos – a raiva - assim o indiquem).

É claro que, vencida esta primeira etapa de investigação, algumas crianças podem persistir mordendo, seja para confirmar suas descobertas ou para “testar” o meio ambiente (disputa de poder, questionamentos de autoridade, etc). Ou ainda, pode ser uma tentativa de defesa: ela facilmente descobre que morder é uma atitude drástica. Raramente a mordida é um ato de agressividade, e muito menos de violência. As crianças raramente querem simplesmente agredir, a não ser que estejam vivendo alguma situação de intenso stress emocional em que todos os demais recursos estejam esgotados. 

Assim, a mordida é uma conduta que pode ser administrada dentro do grupo: tanto em relação às crianças que mordem quanto àquelas que são mordidas com freqüência (o educador pode, por exemplo, oferecer, a estas, recursos variados para impedir as mordidas dos coleguinhas). Uma observação importante a fazer é que, por vezes, encontramos crianças que, por um motivo ou por outro dentro de sua história de vida, não só permitem as mordidas como costumam provocá-las. Estas crianças e suas famílias devem receber orientação especial do educador.

Com o passar do tempo de trabalho em grupo, o educador tem a possibilidade de planejar suas ações e estratégias no sentido de fazer com que as crianças possam refletir, a sua maneira e coletivamente, esta questão. Cabe às famílias compreender este momento do grupo, buscando, se necessário, suporte junto aos profissionais incumbidos de coordenar as vivências grupais.

O QUE SE DEVE FAZER NO CASO DE UMA CRIANÇA QUE MORDE

• Imediatamente diga-lhe: “NÃO”, em tom calmo, mas firme e com desaprovação. 

• Ao bebê que começa a caminhar (1 a 2 anos), pegue-o firmemente e ponha-o no chão. 

• À criança pequena (2 a 3 anos), diga-lhe: “Não é correto morder porque machuca as pessoas”. 

• NÃO MORDA A CRIANÇA para mostrar-lhe como se sente quando ela morde. Isso a ensinará que tenha um comportamento agressivo.

• Se a criança persistir em morder aos outros, não a leve nos braços nem brinque com ela por uns 5 minutos, após ela ter mordido. Assim a ensinará que mordendo não lhe chamará a atenção. 

• Nunca morda a criança mesmo que por carinho ou brincadeira;

• Observe se ela esta mordendo devido à vinda de um novo irmãozinho, para então conversar sobre o assunto, e mostrar-lhe que a ama muito;

• Ensine outras formas de expressar seus sentimentos;

• Não rotule a criança de mordedor, pois assim ele poderá virar um;
 • Não comente com os outros na frente dele sobre esta atitude;

• Nunca faça o que ele pede só por que ameaça a morder, não seda a chantagens;

• Não de risadas quando a criança morder, nem que esta seja fraca e venha acompanhada de sorrisos e caras engraçadas;

• Mostre a criança que a mordida dói, converse com ela sobre isso – quando uma outra criança a morder a probabilidade é que ela aprenda este conceito mais rápido.

 

A Importância da Educação Infantil na Formação do Cidadão

REFLETINDO SOBRE A PRÁTICA...
ÓTIMA LEITURA....

             As primeiras experiências são as que marcam mais profundamente a pessoa, e quando positivas, tendem a reforçar, ao longo da vida, as atitudes de autoconfiança, de cooperação, solidariedade, responsabilidade. A Educação Infantil é algo mágico, único e essencial na vida do homem; que "canta e encanta" a quem a ela tem acesso; sendo rico e engrandecedor acompanhar o desenvolvimento desses pequenos seres durante essa etapa de suas vidas. É incrível a percepção da capacidade de aprendizado das crianças, sua receptividade, carinho e pureza, e o que uma educação de qualidade e devidamente adequada ao desenvolvimento cognitivo, motor, social e emocional, vivenciado por elas, pode fazer em suas histórias.
Para Antunes (2006) se a ciência mostra que o período que vai da gestação até o sexto ano de vida é o mais importante na organização das bases para as competências e habilidades desenvolvidas ao longo da existência humana, prova-se que a etapa educacional referente a essa faixa etária é imprescindível para o seu desenvolvimento. Todavia, surge à seguinte reflexão: a Educação Infantil pode realmente contribuir na formação de um cidadão crítico e reflexivo, cognitiva e socialmente?
É preciso destacar algumas experiências proporcionadas pela Educação Infantil, que concretizam seu trabalho e que interferem positiva e significativamente no desenvolvimento humano e na formação do cidadão crítico /reflexivo, devido às conseqüentes transformações que partem dessas ações:

- Brincadeira: O brincar exige participação e engajamento, com ou sem o brinquedo, sendo uma forma de desenvolver a capacidade de manter-se ativo e participante. Tem a vantagem de proporcionar alegria e divertimento, sendo impulso no desenvolvimento da criatividade, na competência intelectual, na força e na estabilidade emocional. Lidando diretamente com sentimentos de alegria e prazer.
Assim, a criança cria e/ou reproduz situações cotidianas, o que colabora na construção da sua identidade, da imagem de si mesmo e do mundo que a cerca. Todos que brincam tendem a ter uma infância mais feliz e a se tornar um adulto mais equilibrado física e emocionalmente, superando com maior facilidade os problemas cotidianos.

- Autonomia: A obtenção da autonomia é um dos objetivos primordiais da Educação Infantil, em um processo contínuo, se incentiva a criança aos cuidados com o corpo, a organização de seus materiais, a colaboração na organização da sala, a alimentação, a adesão de hábitos saudáveis, a responsabilidade, a construção autônoma das atividades, exposição de idéias e pensamentos, dentre outros. Desenvolvimento o senso crítico/reflexivo e a autoconfiança.
A autonomia é essencial à vida, pois o homem enquanto cidadão e sujeito ativo da comunidade precisa ser capaz de governar a si mesmo, visando seu bem estar e o do outro, podendo agir com segurança e eficácia, na busca por seus sonhos e sua realização pessoal.

- Psicomotricidade: O movimento é a forma que as crianças utilizam para conhecer a si e ao mundo, e então, encontrar competências para atuar no meio em que vivem, desenvolver o toque, a segurança, o traçado, a ação motriz, controle sobre os braços, pernas e movimentos em gerais, a direção, etc. Através de atividades como: correr, pular, dançar, desenhar, utilizar a massinha de modelar, entre outros que geralmente ocorrem diariamente na Educação Infantil.

- Arte: As experiências com música e artes plásticas têm papel primordial na formação do pensamento simbólico, pois, ambas exercem forte influência no desenvolvimento da criatividade e da imaginação.

- Leitura e Escrita: Introduzir o universo maravilhoso da leitura e da escrita é favorecer para a formação de um adulto adepto da leitura, que sinta facilidade na comunicação, na compreensão de textos e na escrita, ampliando conhecimentos, vocabulário, dentre outros.

- Relações Sociais/Afetivas: A Educação Infantil assume entre suas responsabilidades a de estimular e proporcionar relações sociais e desenvolvimento afetivo em parceria com a família.
O apego é a mais profunda emoção, a primeira e a mais duradoura, pois se trata do vínculo estabelecido com outras pessoas, tornando-se mais significativas as advindas daquelas que proporcionem segurança, satisfação e alegria. Portanto, a biografia humana é definida, pelas sucessões de vínculos emocionais estabelecidos ou perdidos.
Muitas emoções como: ciúme, medo, tristeza, tédio, ansiedade e surpresa, apresentam-se desde a primeira infância, podendo levar a criança a reagir de maneira agressiva, apática ou exibicionista, cabendo então aos educadores da Educação Infantil interferir nesses conflitos, através de trabalho em grupo, estabelecimento de regras, respeito ao próximo, imposição limites; proporcionando momentos onde as crianças aprendam a esperar sua vez, a dividir e a lidar com as diferenças, percebendo-se membro de uma sociedade onde nem sempre ela será considerada o centro das atenções.
Na Educação Infantil é também trabalhado o autoconceito (quem sou, como me chamo, onde vivo, o que faço, do que gosto, etc.) e a autoestima (o que penso de mim, como me valorizo, o quanto acha que as pessoas me valorizam,etc.). Devido a importância desses aspectos na determinação do adulto em que a criança se tornará, é evidente a necessidade de fazer com que ela desenvolva um autoconceito uma autoestima positiva.

- Desenho: Assume papel primordial no conhecimento e acompanhamento da criança, favorecendo, também, no desenvolvimento de sua psicomotricidade, criatividade, visualização, noção de espaço, etc.
O desenho representa, em parte, a mente consciente e faz referência ao inconsciente, podendo ser essencial no entendimento do sentimento, desejo e/ou frustração, demonstrado pelas crianças, desta forma, seu simbolismo e mensagem podem ter muito a dizer sobre quem o fez.
Quando a criança recebe estímulo, carinho e atenção, seu desenvolvimento é extraordinário e de destaque em meio à sociedade.

Robert Fulghum (2004) resume a importância da educação formalizada já na primeira infância, de 0 a 6 anos, da seguinte forma:

Tudo que eu precisava, mesmo, saber sobre como viver, o que fazer e como ser aprendi no jardim de infância. A sabedoria não estava no topo da montanha mais alta, no último ano de um curso superior, mas sim no tanque de areia do pátio da escolinha maternal. (p. 16).

O cotidiano na Educação Infantil baseia-se em uma rotina pré-estabelecida visando o desenvolvimento da criança. Criança essa que, num futuro próximo, saberá a importância dos valores morais, da partilha, da ajuda, da responsabilidade, dos direitos e deveres; isso devido ao fato de que nas pequenas atitudes se formam grandes cidadãos.

Fulghum (2004) traz o significado que construiu sobre a Educação Infantil, criando o Credo do Jardim de Infância:

O que aprendi: Dividir tudo com os companheiros; jogar conforme as regras do jogo; não bater em ninguém; guardar as coisas onde as tivesse encontrado; arrumar a 'bagunça' feita por mim; não tocar no que não é meu; pedir desculpas quando machucasse alguém; lavar as mãos antes de comer; apertar a descarga da privada; biscoito quente e leite frio fazem bem à saúde; fazer de tudo um pouco; estudar, pensar, desenhar e pintar, cantar e dançar, brincar e trabalhar, de tudo um pouco, todos os dias; tirar uma soneca todas as tardes; ao sair pelo mundo, ter cuidado com o trânsito, saber dar a mão e ter amigos; peixinhos dourados, porquinhos da índia, esquilos, hamsters e até a sementinha no copinho de plástico, tudo isso morre, nós também; lembrar dos livros de histórias infantis e de uma das primeiras palavras aprendidas, a mais importante de todas. Olhe! (p. 16).

Se esses itens, citados, forem aplicados na vida adulta, no convívio cotidiano, a sociedade se modificará. Em outras palavras, aprender a compartilhar as coisas que se sabe e que se têm é fundamental para as atividades e o convívio em grupo, seja nessa ou em outras fases escolares seja na carreira profissional; jogar com as regras também é imprescindível para viver como cidadão engajado e consciente; arrumar a bagunça e não tocar os pertences dos outros, assim como os cuidados com a higiene de si e dos ambientes coletivos demonstram respeito e pretendem gerar respeito; quanto à soneca da tarde a própria ciência moderna atesta e a indica como um meio de prevenção de doenças e acidentes no trabalho; experimentar as mais diversas atividades intelectuais também aparece em pesquisas médico-científicas como fator considerável para um desenvolvimento mais completo da mente, do corpo e como facilitador das escolhas profissionais; a apresentação de alguns processos complexos do ciclo da vida para as crianças pequenas além de alimentar sua curiosidade e satisfazer a fase dos "porquês" ajuda a explicar-lhes situações alheias à sua vontade e, consequentemente, a lidar com as surpresas e frustrações que com certeza acontecerão.

Desta forma, a Educação Infantil contribui sim, na formação do indivíduo, e, consequentemente, do cidadão ativo e participante da sociedade, pois transmite valores, regras, atitudes, dentre outros que são essenciais e os quais serão lembrados e utilizados por toda a vida, proporcionando experiências e interações com o mundo social e físico de forma ajustada às sucessivas idades que abrange, seguindo princípios pedagógicos de acordo com o desenvolvimento precoce.

Uma vez entendido o verdadeiro sentido dessa etapa e a importância em relação à formação do homem, a educação disporá de novos rumos que engrandeçam a sua ação para as crianças pequenas. Quanto mais rapidamente Planos Educacionais forem implementados na realidade educativa de instituições e profissionais, e assim das crianças, mais eficazmente se reconhecerá a relevância e premência da educação como instrumento de mudança da supra e infraestrutura do país, uma vez que colabora para a formação crítica e reflexiva do cidadão, e, quem sabe, o Brasil deixará de ser apenas o país de um futuro que nunca chega.


Retornando.adaptando...muitas dicas!

              Apoio dos pais facilita a adaptação dos filhos


Escolas e professores têm se preparado para a retomada das aulas com muitas reuniões, discussões pedagógicas e planejamento. Em contrapartida, estudantes também devem estar prontos para enfrentar a rotina escolar. Especialistas garantem que é preciso o envolvimento da família nesse processo

Definição de rotina minimiza correrias

Quem ainda não deu conta de to­­­dos os preparativos para a volta às aulas precisa se apressar. Veri­ficar o material escolar, os uniformes e eti­­quetar tudo o que vai acompanhar o aluno são tarefas que de­­vem ser feitas o quanto antes. Fora isso, definir o que será levado de lanche durante a semana e estabelecer os horários para dormir, se alimentar e fazer as tarefas diminui a chance de atrasos, esquecimentos e correrias em cima da hora.
Se para quem frequenta a escola pela manhã o difícil é deixar a cama cedinho, os que estudam à tarde enfrentam aquela preguiça que aparece após o almoço. Para evitar problemas, o melhor é a organização prévia. A ansiedade que acompanha um novo ano letivo é natural e chegar atrasado, com o material incompleto ou cansaço, torna mais difícil a adaptação. E não é porque o conteúdo da primeira semana não costuma ser tão importante que as faltas não vão trazer prejuízos. Este é o momento de conhecer os colegas, professores e a nova sala. Se despedir das férias contando as atividades feitas colabora para a ambientação e readaptação dos alunos.

Ajustes vêm com o diálogo

Já conversou com seu filho sobre as expectativas que ele tem com o retorno à escola? Com as aulas em curso, o diálogo é a melhor forma de saber como o estudante está se saindo, e pode ajudá-lo a enfrentar qualquer situação. Verbalizar o que se está sentindo e encontrar soluções em conjunto acalma e aproxima a família.
Dependendo da idade da criança, não fácil descobrir muitas informações sobre o dia na escola. “O ideal é esperar que essas conversas aconteçam naturalmente, sem insistir muito ou pedir um relatório de atividades. 
Se a criança está nos primeiros anos do ensino fundamental, as conversas devem incluir o valor do estudo e os ganhos pessoais que se tem com ele. “Seja a idade que for, a criança merece uma explicação [sobre o porquê de estudar] e a escola precisa ter um significado”.
O início do ano também é um momento decisivo para fortalecer o vínculo com professores e escola. Reuniões devem ser aproveitadas para esclarecer expectativas e passar informações im­­portantes sobre qualquer dificuldade ou particularidade do aluno.

De olho na lancheira

Os hábitos alimentares influenciam o sono e os estudos. Comer muito ou consumir refeições pesadas antes de deitar atrapalha o descanso. Por outro lado, pular o café da manhã ou estar sem apetite na hora do almoço atrapalha os estudos, já que a fome tende a aparecer à tarde. “Ter as refeições regradas influ­encia, sim, no desempenho”. Na lancheira ou na cantina da escola, o cuidado com as calorias e os nutrientes necessários não pode ser esquecido. Vale apostar em frutas e pães integrais com requeijão, doce de leite ou geleias. O importante, é ficar de olho nos rótulos e variar. “Vai muito suco de caixinha no lanche. Na hora de comprar, tem de ver qual tem menos açúcar, menos aditivos químicos. Os de maçã, por exemplo, não são tão doces”, diz. Se o lanche é comprado na cantina, vale incentivar que os pequenos variem a alimentação e experimentem opções mais saudáveis.

Sono em dia é essencial

É aceitável ter preguiça ou até fazer manha de vez em quando, mas isso não é motivo para se atrasar ou perder a aula. Crianças na faixa dos 7 anos precisam de 10 a 12 horas de sono. Noites mal dormidas refletem em sonolência durante o dia, irritabilidade, cansaço, falta de apetite e até enjoo. “Quem dorme mal tem dificuldade no aprendizado, dificuldade em prestar atenção, problemas de memória, de concentração e alterações de humor”.
Quem ainda tem uns dias de folga pode ir ajustando o relógio biológico para o novo ritmo. Evitar computador, tevê e jogos eletrônicos antes de dormir ajuda a relaxar e a adormecer bem, assim como a prática de exercício físico durante o dia. Adolescentes precisam ter cuidado redobrado, pois, devido às transformações que ocorrem no organismo, têm tendência a dormir e a acordar mais tarde. “Os pais devem ficar atentos ou o adolescente pode acabar dormindo na sala de aula”.

Organização e disciplina

Depois do período de férias, sem grandes compromissos ou cobranças, é hora de colocar tudo nos ei­­xos e recuperar a disciplina. Afinal, escola não é colônia de férias nem a casa da avó. Uma boa forma de ajudar a garotada a se voltar para os estudos é organizar o espaço da casa que será usado para a atividade. Atenção com a iluminação, os móveis, barulhos e as distrações. Aos menores, ofereça auxílio na or­­ganização. Já os maiores devem ser responsáveis pela ordem do local, que também precisa ser agradável.
Embora o início das aulas tenha um ritmo de adaptação, é importante que os pais estejam atentos às tarefas e a qualquer dificuldade que possa aparecer. Este é um bom momento para se certificar de que está tudo bem com a criança ou adolescente. Verificar a audição e a visão no início do ano ajuda a prevenir problemas futuros de desempenho.

Adultos precisam estar seguros

Nem todas as crianças tiram de letra a interação com outros jovens, a autoridade de um professor ou as novas regras de convivência. Mesmo aquelas que vão à escola sem birra podem apresentar resistência na segunda ou terceira semanas, quando percebem que o tempo fora de casa não passa tão rápido assim. O remédio para a ansiedade é a segurança dos pais. É preciso que a criança confie que a família fez a escolha certa – em casos de troca de escola ou turno. Os pais devem oferecer suporte e mostrar confiança na escola e nos professores. “Depois de uma mudança, é preciso tempo para que a criança elabore o que está vivendo de novo. Os pais devem ampará-la e acreditar na capacidade de adaptação que ela tem”.
 
Adriana Czelusniak - (Gazeta do Povo)

sexta-feira, janeiro 9

MAIS EVA....

ESSES JÁ FAZ UM TEMPINHO QUE FIZ...
MAS AS IDEIAS ESTÃO VALENDO....
SEMPRE LINDOS....
SUSPEITA PARA COMENTAR....
BJOKAS MENINAS...





















EVA NA SALA DE AULA.

MAIS FOFURICES PARA INÍCIO DAS AULAS....











sexta-feira, janeiro 2

FOFURICES EM EVA!!


MUITAS LEMBRANCINHAS ...IDEIAS ..
MIMOS..FOFURICES.....

CORUJINHAS



 LEMBRANCINHA PINTADINHA...

 JOANINHAS...

 CRACHÁS....



 ENFEITES...




 MARCA PÁGINA CORUJINHA...

 LEMBRANCINHAS SORVETINHO..

 FOFURICES...
 PLAQUINHA AJUDANTE DO DIA...